Novo Álbum: Fito Inconsciente as Sombras Visionárias…

Posted in mumentus with tags , , , on 2010/11/24 by António J. S.

Metade da minha alma é feita de maresia
Pois é pela mesma inquietação e nostalgia,
Que há no vasto clamor da maré cheia,
Que nunca nenhum bem me satisfez.
E é porque as tuas ondas desfeitas pela areia
Mais fortes se levantam outra vez,
Que após cada queda caminho para a vida,
Por uma nova ilusão entontecida.
E se vou dizendo aos astros o meu mal
É porque também tu revoltado e teatral
Fazes soar a tua dor pelas alturas.
E se antes de tudo odeio e fujo
O que é impuro, profano e sujo,
É só porque as tuas ondas são puras.
Sophia de Mello Breyner Andresen

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Beatles Tribute Band

Posted in mumentus with tags , , on 2010/11/15 by António J. S.

Adicionado novo álbum.

Veja aqui as fotografias

Novo Site

Posted in mumentus with tags , , on 2010/11/04 by António J. S.

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As primeiras imagens correspondem a álbuns. clique na imagem do álbum e depois, no canto superior direito da imagem clique no botão para aceder às diversas fotografias.

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GPs no olhares.com (3)

Posted in mumentus with tags , , on 2010/09/25 by António J. S.

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GPs no olhares.com (2)

Posted in mumentus with tags , , on 2010/09/06 by António J. S.

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GPs no olhares.com (1)

Posted in mumentus with tags , , on 2010/08/18 by António J. S.

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tortura aplaudida…

Posted in mumentus with tags , , on 2010/05/31 by António J. S.

… duas vezes por dia…

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insectos e afins…

Posted in mumentus with tags , , on 2010/03/12 by António J. S.

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pensamento intermitente…

Posted in mumentus with tags , , , on 2010/03/03 by António J. S.


Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
(
Fernando Pessoa)

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ode à infância perdida…

Posted in mumentus, Uncategorized with tags , , , on 2010/03/02 by António J. S.

Ecoa um gemido rouco
apático o coração
Esvaia-se um olhar vazio
e tímidos gestos que são
sinónimo de um amanhã
tingido pelo negrume
oco de esperança e  pão.
Ergue-se um corpo a crescer
com a vida a passar-lhe à volta
combalido de  tristeza
sem saber o que é revolta
que morre antes de nascer.
É, pois, urgente inventar
algo que não seja em vão:
um Mundo digno e justo
onde a Infância  a sonhar
jamais seja abandono
com odor a solidão.

(Lourdes Custódio)

a fotografia e o poema foram publicados na revista DP – Arte Fotográfica nº 22 (Fevereiro de 2010), subordinada ao tema Imagens com Palavras…
um beijinho à Lu, que escreveu este magnífico poema para a fotografia.

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promessas…

Posted in mumentus with tags , , , on 2010/02/27 by António J. S.

Escuteiros Marítimos do CNE – Agrupamento 235 da Figueira da Foz

Não quero ficar na memória das gentes
Devido a riquezas que saiba guardar,
Prefiro lembranças, quiçá mais decentes,
Nascidas das causas que soube abraçar.

 
Não quero tornar-me modelo de alguém
Por ocas palavras, discursos à toa,
Prefiro tornar-me lembrança de quem
Escute em meus versos a alma que ecoa.

 
Não quero sentir sedução pelos mundos
Que não reconhecem os homens de bem,
Nem mesmo respeitam a fé de ninguém;

 
Prefiro guardar sentimentos, profundos,
De paz e justiça, partilha e amor,
Tornados premissas dum mundo melhor.
(Vítor Cintra)

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vigília…

Posted in mumentus with tags , , , on 2010/02/26 by António J. S.

Escuteiros Marítimos do CNE – Agrupamento 235 da Figueira da Foz

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poemas de fim de tarde…

Posted in mumentus with tags , , on 2010/02/21 by António J. S.

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entre o céu e a terra…

Posted in mumentus with tags , , on 2010/02/19 by António J. S.

Vi uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.

Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.

Por que da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Por que tão alta luzia?

E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia…
(Manuel Bandeira)

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cor… alegria… e muita chuva… (2)

Posted in mumentus with tags , , , on 2010/02/17 by António J. S.

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cor… alegria… e muita chuva… (1)

Posted in mumentus with tags , , , on 2010/02/17 by António J. S.

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retratos de família…

Posted in mumentus with tags , , on 2010/02/16 by António J. S.

Desejo uma fotografia
como esta – o senhor vê? – como esta:
em que para sempre me ria
como um vestido de eterna festa.

Como tenho a testa sombria,
derrame luz na minha testa.
Deixe esta ruga, que me empresta
um certo ar de sabedoria.

Não meta fundos de floresta
nem de arbitrária fantasia…
Não… Neste espaço que ainda resta,
ponha uma cadeira vazia…
(Cecília Meireles)

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pedi a moldura emprestada…

 

passageiros da neblina…

Posted in mumentus with tags , , on 2010/02/15 by António J. S.

No meu sonho desfilam as visões,
Espectros dos meus próprios pensamentos,
Como um bando levado pelos ventos,
arrebatado em vastos turbillhões…

Num espiral, de estranhas contorções,
E donde saem gritos e lamentos,
Vejo-os passar, em grupos nevoentos,
Distingo-lhes, a espaços, as feições…

– Fantasmas de mim mesmo e da minha alma,
Que me fitais com formidável calma,
Levados na onda turva do escarcéu,

Quem sois vós, meus irmãos e meus algozes?
Quem sois, visões misérrimas e atrozes?
Ai de mim! ai de mim! e quem sou eu?!…
(Antero de Quental)

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gaivotas…

Posted in mumentus, Uncategorized with tags , , on 2010/02/11 by António J. S.

Contente de me dar como as gaivotas
bebo o Outono e a tarde arrefecida.
Perfeito o céu, perfeito o mar, e este amor
por mais que digam é perfeito como a vida.

Tenho tristezas como toda a gente.
E como toda a gente quero alegria.
Mas hoje sou dum céu que tem gaivotas,
leve o diabo essa morte dia a dia.
(
Eugénio de Andrade, Com as gaivotas)

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mumentus na aldeia II…

Posted in mumentus with tags , , on 2010/02/09 by António J. S.

E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais 
são os mesmos…

E por vezes encontramos de nós em
poucos meses o que a noite nos fez
em muitos anos…

E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que
por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro da noite, não os meses,
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes… por vezes… ah por vezes
num segundo se evolam tantos anos…
(David Mourão Ferreira)

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com asas…

Posted in mumentus with tags , , , on 2010/02/08 by António J. S.

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a cidade…

Posted in mumentus with tags , , on 2010/02/06 by António J. S.

Não é que aprecie o autor e o que ele significa e personaliza, mas o texto é cada vez mais actual:
“A miséria parece uma secreção do progresso, da civilização.
Não é nos campos (até em plena crise), onde a vida é simples e sem ambições, que a miséria se torna aflitiva, dramática.
A sua tragédia sem remédio desenvolve-se antes nas cidades, tanto mais insensíveis e duras quanto mais civilizadas.
A mecanização, o automatismo do progresso que transforma os homens em máquinas, isolam-no brutalmente substituindo os seus gestos e impulsos afectivos por complicadas e frias engrenagens.
O homem das cidades, modelado, esculpido na própria luta com os outros que lhe disputam o seu lugar ao sol, é talvez, sem reparar, a encarnação do próprio egoísmo.
(António de Oliveira Salazar)”

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4 patas…

Posted in mumentus with tags , , on 2010/01/29 by António J. S.

Tu e eu temos de permeio
a rebeldia que desassossega,
a matéria compulsiva dos sentidos.
Que ninguém nos dome,
que ninguém tente
reduzir-nos ao silêncio branco da cinza,
pois nós temos fôlegos largos
de vento e de névoa
para de novo nos erguermos
e, sobre o desconsolo dos escombros,
formarmos o salto
que leva à glória ou à morte,
conforme a harmonia dos astros
e a regra elementar do destino.
José Jorge Letria, in “Animália Odes aos Bichos”

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43 acasos…

Posted in mumentus with tags , , on 2010/01/28 by António J. S.

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outros mumentus ISDE 2009…

Posted in mumentus with tags , , , on 2010/01/27 by António J. S.

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mumentus de outono i…

Posted in mumentus with tags , , , , , on 2010/01/25 by António J. S.

Eu, quando choro,
não choro eu.
Chora aquilo que nos homens
em todo o tempo sofreu.
As lágrimas são as minhas
mas o choro não é meu…
António Gedeão, Gota de Água, in Movimento Perpétuo

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mumentus na aldeia…

Posted in mumentus with tags , , , , on 2010/01/25 by António J. S.

Ó sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro da minha alma.

E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.

Por mais que tanjas perto
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho,
Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,

Sinto a saudade mais perto.
(Fernando Pessoa, Ó Sino da Minha Aldeia, “in Cancioneiro”)

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abelhas…

Posted in mumentus with tags , , on 2010/01/24 by António J. S.

dizem que a vingança é doce, mas à abelha custa-lhe a vida…

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o tal canal…

Posted in mumentus with tags , , on 2010/01/23 by António J. S.

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mumentus nocturnus…

Posted in mumentus with tags , , on 2010/01/22 by António J. S.

Por onde quer que minha alma
navegue, ou ande, ou voe, tudo, tudo
é seu. Que tranquila
em toda a parte, sempre;
agora na alta proa
que em duas pratas abre o azul profundo,
descendo ao fundo ou subindo ao céu!

Oh, que serena a alma
quando se apoderou,
como rainha solitária e pura,
do seu império infindo!
Juan Ramón Jiménez, Nocturno, in
“Diario de Un Poeta Reciencasado”

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